e convicção de fé e vocacional!

...Hoje é comum ouvir falar de desistência, sobretudo, da fé católica. Muitas vezes sou questionado sobre o chamado êxodo da Igreja. Os fiés estariam deixando a Igreja Católica e migrando em massa para outras expressões religiosas. Aqui não é o lugar para entrar nos detalhes das estatísticas e dos estudos a respeito desse fenômeno e a quem, afinal, esses visíveis abandonos atingem. Em geral as pesquisas falam de insatisfação com as instituições, inclusive as religiões mais tradicionais e organizadas. Para muitos, hoje, a escolha de ter uma “fé” é algo exclusivamente individual, desligado de qualquer comunidade. Assim a religiosidade fica confinada na esfera do privado e, por causa dessa mentalidade, acaba sendo, muitas vezes, uma mistura de muitas crenças mais ao gosto do freguês e da própria utilidade do que seguindo uma motivação lógica rigorosa e coerente. Pode acontecer que pensando acreditar em tantas coisas, idéias e doutrinas, damos ouvido a qualquer um que use e abuse do nome de Deus, e acabamos esvaziando o próprio sentido da fé. Fica uma gororoba sem gosto.
Para os cristãos a fé tem um nome: Jesus Cristo, uma pessoa. Nós podemos mudar doutrinas e idéias amanhã, conforme as conveniências e as modas. Contudo uma pessoa não pode ser mudada segundo os nossos gostos. Ela é o que é. Cabe a nós descobri-la, com os olhos, os ouvidos, mas também com a inteligência e o coração; em nos deixar questionar por ela, como no amor e na amizade, até nos tornarmos íntimos dela. Até confiarmos nela de verdade.
Jesus não mudou as palavras para que os críticos dele não fossem embora. Ao contrário os questionou. O seguimento de Jesus sempre será uma escolha radical. Infelizmente, podemos traí-lo com as nossas infidelidades, mas ele não se deixa adocicar, corromper ou cortar em pedaços, para cada um de nós escolhermos o que mais nos agrada.
Ele continua tendo todo direito de nos perguntar se queremos ir embora. Se dermos ouvidos aos tantos “desiste” e “cai fora”, acabaremos encontrando uma desculpa para justificar a nossa saída. Podemos, porém, passar por surdos, não dando ouvido a críticas, zombarias e olhadas de comiseração. Quem quer alcançar a meta deve continuar com os olhos fixos nela, juntando forças e coragem. ... O prêmio vale a pena.
Para os cristãos a fé tem um nome: Jesus Cristo, uma pessoa. Nós podemos mudar doutrinas e idéias amanhã, conforme as conveniências e as modas. Contudo uma pessoa não pode ser mudada segundo os nossos gostos. Ela é o que é. Cabe a nós descobri-la, com os olhos, os ouvidos, mas também com a inteligência e o coração; em nos deixar questionar por ela, como no amor e na amizade, até nos tornarmos íntimos dela. Até confiarmos nela de verdade.
Jesus não mudou as palavras para que os críticos dele não fossem embora. Ao contrário os questionou. O seguimento de Jesus sempre será uma escolha radical. Infelizmente, podemos traí-lo com as nossas infidelidades, mas ele não se deixa adocicar, corromper ou cortar em pedaços, para cada um de nós escolhermos o que mais nos agrada.
Ele continua tendo todo direito de nos perguntar se queremos ir embora. Se dermos ouvidos aos tantos “desiste” e “cai fora”, acabaremos encontrando uma desculpa para justificar a nossa saída. Podemos, porém, passar por surdos, não dando ouvido a críticas, zombarias e olhadas de comiseração. Quem quer alcançar a meta deve continuar com os olhos fixos nela, juntando forças e coragem. ... O prêmio vale a pena.
D. Pedro José Conti
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