A Vida Religiosa: um “jogo no jogo da vida”
A vida religiosa é uma aposta num sentido da vida, numa esperança de que o essencial que nos torna humanos, que nos faz viver tem de entrar no “jogo” da vida. Nossos sonhos de amor não podem ser apenas os sonhos do sono, mas ensaios de realidade, de descoberta da maravilha frágil, efêmera que somos e do direito que todos temos de fazer desabrochar ao máximo a força da vida em nós.Mas isso tudo é a vida religiosa que conhecemos, mas simplesmente a vida humana que busca seu próprio sentido, diriam vocês. Ora, é justamente isso que necessitamos. Tocar em primeiro lugar na religiosidade da vida humana, no seu mistério que se abre em sentido… Depois “montaremos” as formas de nosso “jogo” e nos apaixonaremos por ele como obra nossa, como arte nossa, como chamado da vida que habita… E seremos capazes de desmanchar o “jogo” quando ele nos levar à idolatria, sobretudo a idolatria religiosa que se crê obra dos deuses e não obra do corpo humano, obra da paixão humana pela vida.
Gebara
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