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domingo, 18 de outubro de 2009

Amores de carne e osso (última parte)

Por outro lado, não adianta pensar que o mundo e a forma de exprimir a afectividade não mudaram. Tentar resolver tudo com avisos e sinais de perigo é igualmente enganador. A complexidade da nossa intimidade e do modo como nos relacionamos com os outros não se resolve com uma paleta de ensinamentos a preto e branco, em que só exista o sim e o não. O mais importante não é dar respostas definitivas do que se pode ou não pode fazer. O mais importante é ajudar a descobrir que o modo como vivemos a nossa afectividade, como expressamos a nossa sexualidade está ligado àquilo que queremos ser como pessoas, está ligado ao projecto de vida de cada um. O mais importante é, como diz Constança Machado, "aprender a olhar o corpo do outro, não como objecto, reduzido à sua função sexual, de dar prazer ou de procriar, mas como rosto, como presença a acolher. Aprender a tocar e a ser tocado por dentro."Somos pessoas de carne e osso. Não precisamos de ser anjos desencarnados para aprender a amar. Podemos abraçar e tocar sem medo. O grande desafio é aprender a olhar para dentro, a cuidar da nossa intimidade e a reconhecer os nossos desejos e as nossas sedes, para que no encontro com o outro os nossos abraços libertem sem prender.

Zé Maria Brito


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