
A justificação por um maior bem, por um ideal, é do mais perigoso no pensamento humano (as maiores atrocidades cometeram-se com este slogan), mas não deixa de ser necessário viver buscando-o e defendendo-o, no encontro e equilíbrio que o confronto com o outro, com o “mundo à nossa volta”, permite. Conhecer as razões que nos levam a quebrar regras diz mais sobre nós do que muitas vezes pensamos.
É certo que nada disto é apelo a obediência cega ou confiança tonta. Impõe-se defender aquilo em que acreditamos, questionar os porquês e optar. Grandes santos foram condenados em tribunal (depois das conversões!), grandes heróis foram prisioneiros, grandes rebeldes mudaram o mundo. Todos eles terão cumprido o essencial.
... CONTINUAÇÃO AMANHÃ
Miguel da Câmara Machado
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